Como escolher a cabeça correta segundo o diâmetro da tubagem
A cabeça é o componente mais crítico de um sistema de câmera push. Escolher o tamanho errado significa, na melhor das hipóteses, imagens deficientes; na pior, uma cabeça presa. Este guia explica como acertar à primeira.
Por que importa o diâmetro da cabeça?
Uma cabeça demasiado pequena para a tubagem inspecionada produzirá imagens descentradas, com excesso de luz refletida nas paredes e sem contexto visual do estado das juntas. Uma cabeça demasiado grande para a conduta simplesmente não passará — ou, pior, ficará encravada numa curva ou redução.
A regra geral é que o diâmetro exterior da cabeça deve ser entre 50 % e 80 % do diâmetro interior da tubagem. Abaixo dos 50 %, a imagem perde qualidade; acima dos 80 %, o risco de obstrução aumenta notavelmente em tubagens com incrustações ou deformações.
Tabela de seleção rápida
| Diâmetro da tubagem | Cabeça recomendada | Modelo Otter Store |
|---|---|---|
| DN25 – DN50 (1″ – 2″) | Ø 12,8 mm | Cabeça 12,8 mm |
| DN50 – DN100 (2″ – 4″) | Ø 21 mm | Cabeça 21 mm |
| DN75 – DN150 (3″ – 6″) | Ø 29 mm | Cabeça 29 mm |
| DN100 – DN200 (4″ – 8″) | Ø 33 mm | Cabeça 33 mm |
| DN150 – DN600 (6″ – 24″) | Ø 50 mm Pan&Tilt | Cabeça 50 mm |
Para além do diâmetro: outros fatores a considerar
1. Autonivelamento
As cabeças com sistema de autonivelamento (self-leveling) mantêm a imagem sempre vertical, independentemente de como o carretel rode dentro da tubagem. É especialmente útil em tubagens de pequeno diâmetro onde o cabo tende a rodar. Os modelos de 21 mm e 29 mm da Otter Store incorporam esta tecnologia de série.
2. Pan & Tilt (rotação e inclinação)
As cabeças Pan&Tilt motorizadas permitem rodar a câmera 360° horizontalmente e inclinar verticalmente até 180°, o que possibilita inspecionar laterais, ramais e ramificações sem retirar o equipamento. São imprescindíveis para coletores de DN150 em diante, onde as ligações laterais são frequentes. A cabeça de 50 mm da Otter Store incorpora Pan 360° e Tilt 180° com ajuste de focagem manual.
3. Sonda de localização integrada
Todas as cabeças da nossa gama incluem um emissor de sonda a 512 Hz integrado. Isto permite ao operador localizar a cabeça a partir da superfície com um recetor, identificando a posição exata da câmera sobre o traçado da tubagem. É fundamental para marcar os pontos de avaria antes de abrir o pavimento.
4. Grau de proteção IP68
Todas as cabeças Otter Store estão certificadas IP68, o que significa que podem operar submersas de forma contínua. É o mínimo exigível para qualquer inspeção de rede de saneamento em condições reais, onde a presença de água é habitual.
5. Material da lente
Procure lentes de cristal de safira ou equivalente — são consideravelmente mais resistentes à abrasão do que as lentes de vidro padrão. Uma tubagem com sedimentos de areia ou inertes desgasta rapidamente uma lente de vidro, reduzindo a qualidade de imagem em poucas horas de trabalho.
Erros frequentes a evitar
- ✗ Usar a mesma cabeça para todos os diâmetros — a imagem torna-se inútil fora do intervalo ótimo
- ✗ Ignorar as reduções e curvas do traçado — uma cabeça que passa pelo troço reto pode ficar presa numa curva de 45°
- ✗ Prescindir da sonda integrada — sem localização, não é possível marcar as avarias sobre o pavimento
- ✗ Não verificar a compatibilidade da ligação com o carretel — os conectores tipo aviação devem coincidir
Qual a cabeça de que necessita para o seu trabalho?
Se tiver dúvidas sobre qual o modelo que melhor se adapta às tubagens que inspeciona habitualmente — diâmetros, materiais, condições de trabalho — a nossa equipa técnica pode ajudá-lo. Descreva o seu caso e recomendamos a combinação ótima de cabeça, carretel e unidade de controlo.
Precisa de aconselhamento técnico?
Indique-nos o diâmetro e o material das tubagens que inspeciona e recomendamos a cabeça mais adequada. Sem compromisso.
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